segunda-feira, 7 de setembro de 2015

AGORA SÓ RESTAM CINZAS


Agora só restam cinzas,
Do meu passado vibrante,
Agora só restam cinzas,
Do meu viver triunfante!

Só cinzas, cinzas poeira,
Nesta hora derradeira,
Em que olho para mim e sinto,
Meu ser dorido e faminto,
Cheio de Nada,.
Só de Nada!

Caminho cambaleante
Calcando as ruas do Nada!
Se abro a boca hesitante,
O que sei dizer, é Nada;
Se com esforço, cansada,
Abro os olhos, vejo Nada!
Quero sentir, sinto Nada,
Quero escrever, escrevo Nada!
Quero gritar, grito Nada,
Procuro, e encontro Nada,
Fujo, persegue-me o Nada;
Já não sou eu!
Sou um Nada!

Dias tristes!

Josélia Micael

3 comentários:

Edumanes disse...

Seu poema pessimista,
não são cinzas, não
numa vida sofrida
mais padece o coração.

Não deixa fugir a força,
que te faz caminhar
a dor é coisa louca
por isso nos faz gritar.

Quando mais nos apoquenta,
sem a gente mal algum lhe ter feito
tanta dor nesta vida se aguenta
desespera o coração dentro do peito!

Tenha uma boa noite amiga Josélia, um beijo.
Eduardo.

Toninho disse...

Boa noite minha amiga.
A vida às vezes nos leva a estes sentimentos de desprendimento do mundo à nossa volta.
Mas há vida para nos estimular a ver flores, campos e delicadezas pelos caminhos.
Que a semana lhe faça abrir os olhos para o coração e alegra-lo.
Meu abraço com carinho.
Beijo de paz amiga neste lindo coração.

Élys disse...

Um poema triste, mas na vida é preciso ter, sempre, acesa a esperança, acreditando que amanhã será um novo dia e certamente a paz e a alegria farão morada no coração.
Um abraço.

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