quinta-feira, 6 de agosto de 2015

NOITE DE SOLIDÃO

No interior 
Da noite densa
Vagueia perdido  
Meu coração,
Em exasperado lamento
Por seu bem 
Não encontrar.
Talvez aquela chama
Se tenha
Por demais consumido
E assim se tenha apagado...
Oh que saudade tenho
Daquela luz
Que iluminava
A minha vida.
Agora.
Contristado
Por ter acreditado
Em tão forte amor
Que se dizia enamorado
Assim me sinto
Esmorecida
Qual folha caída...
Que o vento levará
E mesmo morta, decomposta
A algo, ou a alguém
De novo dará vida.

(Solidões)

Meu Abraço Fraternal!

Josélia Micael

1 comentário:

Toninho disse...

Às vezes somos levados às nuvens e viajamos como carneirinhos de nossos sonhos.
Outras há que pisamos pelos solos úmidos dos porões das solidão, mas sempre
haverá uma amanhã da renovação da alegria num mundo de poesia.

Carinhoso abraço poetisa.
Bju de paz.

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