14/06/15

PERFUME DA ROSA

Quem bebe, rosa, o perfume
Que de teu seio respira?
Nunca mais fica imune,
Com esse aroma delira!

E a cor de púrpura viva
Como assim te desmaiou?
E essa palidez lascíva
Nas folhas quem ta pintou?

Os espinhos que tão duros
Tinhas na rama lustrosa,
Com  que magos esconjurou
Tos desarmaram, ó rosa?

E porquê, na hás tia sentida
Tremes tanto ao pôr do Sol?
Porque escutas tão rendida
O canto do rouxinol?

Que eu não ouvi um suspiro
sussurrar-te na folhagem?
Nas águas desse retiro
Não espreitei a tua imagem?

Paz e Bem, e um lindo fim
de semana!

Josélia Micael

1 comentário:

Gracita disse...

A rosa exala um doce aroma e você amiga nos deixa inebriadas pelo doce perfume de suas palavras tão lindas e peculiares
O teu poema é magnífico! Amo o seu versejar apaixonado pelos encantos dos elementos da natura. Este poema ficou soberbo!
E curtir o fado da Amália Rodrigues é um deleite para o ouvido
Beijos e forte abraço minha querida amiga
Um feliz domingo e boa semana