terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CONTEMPLO MAS NÃO VEJO







Contemplo mas não vejo
Desce a tarde e o escuro
Assim fica o meu desejo,
Separado por um muro!

Olho para o céu tão grande,

Sinto as árvores do além...
Mesmo que o vento abrande, 
Folhas há num vaivém!

Tudo está do outro lado...

O que queria, e no que penso,
Não há um ramo agitado...
Que no céu não seja imenso!

Confundo tudo o que existe,

Com o que durmo e sou...
Não sinto... não sou triste...
Mas triste... é como estou!

Paz e Bem


Josélia Micael

Sem comentários:

Enviar um comentário

Muito obrigado a todos os amigos...que aqui vão deixando as suas belas palavras, com tanto amor e carinho!