quinta-feira, 15 de maio de 2014

POEMA DE IDENTIDADE


Matei a lua e o luar difuso
Quero os versos de ferro e de cimento
E em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.

Universal e aberto, o meu instinto acode

A todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode
Dá beleza e sentido a cada grito.

Mas com as inscrições nas pen-adias

Têm maior duração,
Gasto as horas e os dias
A amadurecer a forma da emoção.

(Miguel Torga)


Paz e Bem em Cristo.


Josélia Micael

2 comentários:

Malu Silva disse...

Passando para dizer que mudei definitivamente de casa e se desejar me encontrar basta visitar - www.euflordealfazema.com

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida amiga Josélia
Usar as consonâncias do sofrimento é dar ponto com nó... bem selado!
Bjm fraterno

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